A fiscalização representa tecnicamente o dono da obra. O seu objetivo não é substituir o empreiteiro, mas verificar se os trabalhos observáveis estão a ser executados de acordo com a documentação contratual, as soluções definidas e as boas práticas aplicáveis.
Antes do início
Devem ser confirmados o âmbito contratado, os desenhos e pormenores, as fichas técnicas, a sequência prevista, as condições de acesso, as proteções e os responsáveis pela comunicação. Alterações propostas nesta fase devem ficar registadas.
Materiais e sistemas
A designação comercial não é suficiente. Importa verificar se os componentes pertencem ao sistema previsto, se são compatíveis entre si, se respeitam as especificações e se as condições de armazenamento não comprometem o desempenho.
Preparação dos suportes
Muitas falhas futuras resultam de suportes mal preparados. Limpeza, remoção de materiais degradados, regularização, tratamento de fissuras, secagem e aderência devem ser avaliados antes da aplicação dos novos revestimentos.
Trabalhos que ficam ocultos
Impermeabilizações, armaduras, fixações, selagens, camadas intermédias, pendentes e ligações a sistemas de drenagem devem ser verificados antes de serem cobertos. Depois de ocultos, a confirmação é muito mais difícil e onerosa.
Alterações e trabalhos adicionais
Qualquer alteração relevante deve indicar motivo, solução, impacto no preço e impacto no prazo. A execução sem registo prévio cria dificuldade na validação de responsabilidades e pagamentos.
Receção e fecho
No final devem ser registadas anomalias, trabalhos incompletos, limpezas, documentação técnica, garantias e condições de manutenção. A receção não deve ser confundida com a simples saída do empreiteiro da obra.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma visita, ensaio, projeto ou parecer técnico ajustado ao edifício concreto.